sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sustentabilidade na Amazônia

A sustentabilidade na Amazônia


Promover a sustentabilidade é promover a exploração de áreas ou o uso de recursos naturais de forma a não prejudicar o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existirA ideia é conseguir o desenvolvimento em todos os campos, sem que, para isso, seja necessário agredir o meio ambiente. A agricultura orgânica, termo usado para designar a produção de alimentos e outros produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos ou organismos geneticamente modificados, ganha caráter sustentável, pois persegue três objetivos principais: a conservação do meio ambiente, a formação de unidades agrícolas lucrativas e a criação de comunidades agrícolas prósperas. 

Na Amazônia, uma única árvore pode conter mais de duas mil espécies raras de animais. Além disso, florestas tropicais como essa, são essenciais para manter o equilíbrio do dióxido de carbono na atmosfera. Em regiões de elevada complexidade como a Amazônia, a sustentabilidade só acontecerá se for planejada e buscada com afinco pelo conjunto da sociedade.

A Amazônia é um ecossistema complexo e frágil, necessita de leis severas de proteção ambiental e projetos factíveis de sustentabilidade. Promover a sustentabilidade, portanto, já não é mais um simples discurso, mas uma necessidade cada vez mais imperiosa de manter a Amazônia para as gerações futuras, tendo a certeza de que o mais fantástico ecossistema da terra continuará a prover recursos e bem-estar econômico e social para as comunidades que nela vivem. 

sábado, 25 de abril de 2015

Silvicultura

A "Silvicultura" é uma importante área que o Engenheiro Florestal trabalha atualmente; pois ela é dedicada ao estudo dos métodos naturais e artificiais para regenerar e melhorar os povoamentos florestais com vistas a satisfazer as necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, é aplicação desse estudo para a manutenção, o aproveitamento e o uso racional das florestas. A Silvicultura também está relacionada à cultura madeireira.
A silvicultura busca auxiliar na recuperação das florestas através do plantio de mudas, preferencialmente de caráter regional, de forma a ampliar as possibilidades de manutenção dos biomas locais visando à recuperação de recursos hídricos e manutenção da biodiversidade, de forma a aumentar a eficiência do processo.
Pode referir-se também à exploração comercial madeireira. Em muitos casos, é citada como megassilvicultura. Um exemplo bem próximo é o desmatamento incontrolável da floresta amazônica.
 
A Silvicultura é uma importante área de atuação do Engenheiro Florestal 

 Silvicultura no Brasil e na Amazônia


Atualmente, a silvicultura responde por mais de 70% da produção de madeira no país (segundo levantamento do IBGE), sendo os principais produtos a celulose, o carvão e a lenha. Contudo, isso não vale para a região Norte, onde a Floresta Amazônica ainda supre a maior parte da demanda por produtos madeireiros e não-madeireiros. Esse quadro também deve se reverter a longo prazo, visto que o desmatamento na Amazônia é combatido com intensidade cada vez maior e o manejo florestal sustentável, embora importante, não pode assegurar o suprimento de madeira no ritmo de crescimento da demanda, especialmente para fins energéticos.

Alguns estados da região Norte, como o Amapá, Roraima, Tocantins e o Pará possuem consideráveis extensões de florestas plantadas, dada a existência de siderúrgicas e fábricas de celulose na região. Já no Amazonas, no Acre e em Rondônia, as áreas ainda são pequenas, mas crescentes. A princípio, o principal produto das florestas plantadas destes estados deve ser a lenha, para o abastecimento de caldeiras de cerâmicas, frigoríficos, graníferas e termelétricas, além de fornos de panificadoras e restaurantes.
Não obstante, a crescente demanda por madeira para fins energéticos, o plantio de árvores para produção de madeira serrada, tratada e painéis de madeira, nos estados da região Norte, também pode ser uma alternativa economicamente viável, podendo-se trabalhar em sinergia com o manejo florestal sustentável. Afinal, serrarias, marcenarias e fábricas painéis de madeira, geralmente, podem beneficiar tanto madeiras nativas quanto exóticas.

A Floresta Amazônica possui uma grande diversidade de espécies nativas com potencial para produção de madeira, como o pau-de-balsa (Ochroma pyramidale), a sumaúma (Ceiba pentandra), o taxi-branco (Sclerolobium paniculatum), o ipê (Handroanthus spp.) e o tauari (Couratari spp.). Domesticar essas espécies é fundamental para garantir a perpetuidade do setor florestal, pois pode evitar o esgotamento das árvores de remanescentes florestais e garantir o suprimento de produtos diversificados, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Uma espécie que também tem sido cada vez mais plantada na Amazônia é a teca (Tectona grandis), conhecida por sua madeira nobre, de alto valor de mercado. Já grandes extensões de acácia-mangium existem basicamente em Roraima. A acácia-mangium, assim como os eucaliptos, é relativamente rústica e presta-se para a produção de lenha, celulose, madeira serrada e mel. Também é fixadora de nitrogênio atmosférico, sendo bastante empregada em recuperação de áreas degradadas. Porém, não há disponibilidade de materiais melhorados e sua aceitação no mercado regional não é tão alta.

Com relação às espécies nativas, para produção de madeira, apenas o Schizolobium parahyba var. amazonicum, conhecido como paricá ou bandarra, possui considerável área plantada (cerca de 85 mil hectares), concentrada em Tocantis e no Pará. A espécie possui rápido crescimento e seu principal uso é a fabricação de laminados.

O Eucalipto é uma das principais especies que vem sendo cultivadas no Brasil


Sua importância para o reflorestamento

A silvicultura tem um importante papel no processo de reflorestamento, atua contra a erosão, a desertificação e o enfraquecimento do solo. Tem como função cuidar da exploração e da manutenção racional das florestas, desde o pequeno agricultor às grandes indústrias madeireiras.
De acordo com o Sistema Nacional e Informações Florestais (SNIF), o Brasil detém hoje as melhores tecnologias na silvicultura do eucalipto, atingindo cerca de 60m³/ha de produtividade, em rotações de sete anos.
Dentre os benefícios da técnica, estão:

-Diminuição da pressão sobre florestas nativas;
-Reaproveitamento de terras degradadas pela agricultura;
-Sequestro de carbono;
-Proteção do solo e da água;
-Ciclos de rotação mais curtos em relação aos países com clima temperado;
-Maior homogeneidade dos produtos, facilitando a adequação de máquinas na indústria.

Além disso, a silvicultura atua no combate às pragas e no controle de incêndio para evitar a alteração do equilíbrio natural da floresta; fiscaliza a contaminação humana (uso de agrotóxicos); auxilia no corte adequado de árvores (frequência e intensidade) e na recuperação das florestas nativas, cujo objetivo é ampliar as possibilidades de manutenção dos biomas locais.
A Silvicultura tem uma importante papel no reflorestamento atualmente


Desenvolvimento da Silvicultura ao longo dos anos


Apesar da participação das plantações florestais estarem aumentando em todos os segmentos em relação às florestas nativas, o setor acredita que com base nas expectativas de crescimento de demanda, haverá uma necessidade de plantio em torno de 630 mil hectares ao ano.

A Sociedade Brasileira de Silvicultura - SBS distribui essa necessidade de plantio como sendo: 170 mil ha / ano para celulose, 130 mil ha / ano para madeira sólida, 250 mil ha / ano para carvão vegetal e 80 mil ha / ano para energia.

O desenvolvimento tecnológico da silvicultura de espécies de rápido crescimento no Brasil guarda uma estreita relação com um programa estratégico setorial criado pelo governo federal (FISET – Fundo de Investimento Setorial) na década de 60. Na época, o FISET tinha o propósito de alavancar diferentes segmentos industriais no país, em especial a indústria de celulose & papel e a indústria siderúrgica.

O FISET vigorou entre a década de 60 e 80, sendo, talvez, a indústria florestal, o segmento industrial que melhor aproveitou o esquema de subsídios e incentivos proporcionado pelo referido fundo de investimento. O que se vê hoje é resultado de um planejamento de longo prazo iniciado há 40 anos atrás. No início da década de 60, as plantações florestais no Brasil eram apenas 200 mil hectares.
Atualmente, a área de plantações florestais no Brasil cobrem 5,7 milhões de hectares, localizada predominantemente nas regiões sul e sudeste do país. 

A Silvicultura vem tendo diversos avanços tecnológicos ao longo dos anos

Arborização Urbana

Ultimamente temos observado que está aumentando na população a preocupação em relação ao meio ambiente urbano e a qualidade de vida de nossas cidades.
 Fala-se muito em áreas verdes e arborização, mas o que significam e qual a relação que há entre si? Especificamente, qual é a importância da arborização e quais são seus aspectos jurídicos? É o que tentaremos analisar.
Arborizar quer dizer plantar ou guarnecer de árvores um local. Por sua vez arborização é o efeito de arborizar. Porém, quando pronunciamos estas palavras tem-se a impressão, a primeira vista, de que estamos nos referindo a uma região rural, mas estes termos são muito mais utilizados em áreas urbanas do que nas rurais.
A arborização urbana é caracterizada principalmente pela plantação de arvores de porte em praças, parques, nas calçadas de vias públicas e nas alamedas e se constitui hoje em dia uma das mais relevantes atividades da gestão urbana, devendo fazer parte dos planos, projetos e programas urbanísticos das cidades.
Isto se deve também ao fato de que a legislação de uso e parcelamento do solo (Lei 6766/79) obrigar aos loteamentos apenas a destinar uma área verde para praças, silenciando-se sobre arborização das ruas.

Quais são os benefícios da arborização urbana para nós cidadãos?

De imediato a arborização melhora o ambiente urbano através da capacidade de produzir sombra, filtrar ruídos, amenizar a poluição sonora, melhorar a qualidade do ar, absorvendo o gás carbônico, amenizar a temperatura e trazendo o bem estar àqueles que podem usufruir sua presença ou mesmo de sua proximidade. Ainda, a arborização serve de atração para a avifauna, sem falar nos efeitos psicológicos, pois tornam o ambiente urbano menos estressante, econômicos já que propriedades com uma boa arborização urbana são mais valorizadas e finalmente sociais, pois devemos levar em conta as pessoas que andam a pé pela cidade e que necessitam de um ambiente agradável e confortável para se deslocar.
As noticias mais recentes sobre arborização na região norte são as que seguem :
"Belém e Manaus, as duas maiores capitais da região amazônica, são as cidades com o menor percentual de arborização urbana entre 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira.
Segundo o IBGE, Belém registrou o menor percentual entre os 15 municípios citados, com 22,4% do entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor, em área pública. Em segundo, aparece Manaus, com 25,1%. O estudo não contou as árvores dentro das residências ou áreas particulares.
De acordo com a chefe do setor de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) de Manaus, Rosemairy Bianco, cerca de 70 mil mudas foram plantadas na capital nos últimos quatro anos. "Estamos priorizando o plantio de espécies nativas como o pau-pretinho e ipê. Neste ano devemos plantar mais 9 mil árvores em Manaus", diz."
Referências:
  • http://www.aultimaarcadenoe.com.br/arborizacao-urbana/
  • http://www.coripa.org.br/projetos.php?id=3
  • http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2012/05/manaus-e-belem-sao-capitais-menos-arborizadas-indica-ibge.html

Manejo dos Recursos Hídrico


A concepção aceita, até bem pouco tempo, de que os recursos hídricos brasileiros eram inesgotáveis, já é totalmente descartada nos dias atuais. O uso indiscriminado e sem controle, tanto dos mananciais superficiais quanto dos subterrâneos, tem evidenciado um decréscimo de oferta de água do ponto de vista qualitativo e quantitativo.

Todos nós brasileiros, estamos impressionados com a intensidade da seca que assola o Brasil, especialmente em seus sistema de abastecimento de água.

 

Além do uso para consumo humano, as águas são usadas para irrigação, pecuária, energia hidráulica, piscicultura, lazer, transporte, etc. O manejo sustentável dessas águas é que vai garantir a qualidade necessária para a sua finalidade.

Algumas atitudes voltadas para melhorar as suas condições ambientais deveriam ter sido tomadas no passado para evitar o colapso presente. Se houvesse o devido tratamento de esgotos despejados diariamente nas águas da sua bacia, assim como o constante desassoreamento e replantio das margens dos cursos dos seus rios, certamente haveria mais água disponível para a sociedade.
 Resultado de imagem para manejo dos recursos hidricos

Tais medidas, juntamente com o incentivo ao aproveitamento da água de chuva, o combate ao desperdício, um eficiente sistema de medição de vazões e um plano com medidas para não ficar dependente exclusivamente de uma bacia hidrográfica, como acontece, contribuiriam para a sustentabilidade do manejo das águas do sistema e evitaria o caos que estamos vivenciando, impotentes.

Que a crise do sistema de abastecimento de água chegue ao fim, não com medidas paliativas, mas através de uma gestão eficiente dos seus recursos hídricos. Não dá parar, em uma situação dessas, colocar a culpa nas condições meteorológicas vigentes. Depender de chuva para ter água, no país com a maior reserva de água doce do mundo, é inaceitável.

Referências:
  • http://webmail.cnpma.embrapa.br/unidade/index.php3?id=231&func=unid

  • http://www.universojatoba.com.br/sustentabilidade/consumo-consciente/manejo-sustentavel-dos-recursos-hidricos

Ecoturismo na Amazonia


No Amazonas, o ecoturismo está sendo visto como uma forma de os moradores locais ganharem seu sustento mantendo as áreas naturais preservadas e protegidas. Nesse sentido, o ecoturismo surgiu como uma alternativa econômica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, pois, se bem planejado, é capaz de minimizar os impactos ambientais, além de apresentar um potencial multiplicador significativo, em termos de geração de emprego e renda. Por essas razões, os governos federal e estadual estão investindo no fortalecimento do ecoturismo na região, como forma de não apenas gerar renda aos moradores, mas, principalmente, para incentivar a preservação desse valioso patrimônio natural. Tanto os turistas como a própria Amazônia acabam ganhando com isso.

O ecoturismo pode ser praticado no Amazonas o ano todo, pois a sazonalidade que ocorre na floresta de várzea, local onde as comunidades vivem, oferece dois belos paisagismos, permitindo ao turista vivenciar a floresta em época de seca e de cheia (alagada). Além das caminhadas na floresta, do passeio de canoa nas trilhas aquáticas, observando a beleza da natureza e os que vivem nela, o turista ainda usufruir da convivência com o homem da floresta conhecendo o seu modus vivendis e interagindo no seu dia-a-dia.




A prática do ecoturismo no Amazonas pode ser realizada na reserva de Desenvolvimento de Mamirauá, no município de Tefé; na Aldeia dos Lagos, no município de Silves; na Comunidade de Ubim e Piranha, no município de Manacapuru; e nas comunidades de Janauary, Paricatuba e Acajatuba, no município de Iranduba.


Ecoturismo

O que é o Ecoturismo?




O Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela profusão e combinação de fatores que o distinguem como país de maior potencialidade para o desenvolvimento do ecoturismo.
O Governo Federal, cônscio de sua responsabilidade no processamento dessas matérias-primas para a modelagem de produtos ecoturísticos qualificados, promoveu estudos pormenorizados da realidade ecoturística brasileira, implementados no âmbito do programa Pólos de Desenvolvimento de Ecoturismo no Brasil.
Os pólos de ecoturismo são zonas geográficas localizadas em cada estado que apresentam atrativos naturais e culturais de interesse ecoturístico. Eles têm prioridade para investimentos do setor público e privado para o desenvolvimento da atividade turística. A implantação de pólos depende de planejamento, envolvimento das comunidades locais, conservação dos atrativos naturais e investimentos em infra-estrutura, equipamentos e serviços turísticos.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Tecnologia de Produtos Florestais

Tradicionalmente, a madeira nem sempre foi o principal produto a desperta nosso interesse pelas floresta, tendo seu domínio relativamente recente no mercado internacional, há produtos florestais não-madeireiros, de grande importância no mercado de produtos florestais internacionais.


O termo produtos florestais não-madeireiros - PFNM - surgiu à pouco tempo, além de sua integração natural entre eles e todos os benefícios oferecidos pelas florestas.
inclui-se apenas como PFNM os produtos de origem biológicas, não incluindo a água, o sub-solo e o solo, além das atividades turísticas, de lazer etc. como recurso florestal,  são identificados como serviços. Apenas recentemente teve uma retomada nos interesses da ciência em relação ao PFNMs. Considerando a amplitude da biodiversidade das florestas tropicais, a PFMN tem uma ampla e vasta área com grande potencial para inclusão de novos produtos, sendo muitos com importância primária para aplicações e nas economias locais.
produtos não-madeireiros


Os recursos destinados à pesquisas em tecnologia de madeiras - processamento químico no Brasil é quase exclusivo do setor público. deve-se destacar pesquisa como algo em constante avanço nos conhecimentos disponíveis. Em relação à iniciativa privada, as atuações como pesquisa, são na verdade atividades visando soluções particulares de cada empresa. 

Concluindo, o sucesso na exploração só será mantido se forem muito bem estudadas suas disponibilidades e todo seu potencial de sustentabilidade, levando em conta a sua demanda no mercado consumidor.

Código Florestal

Código florestal brasileiro

É o que determina como, onde e de que forma a vegetação nativa do território brasileiro pode ser explorada. Também determina onde pode ser autorizada a receber produções rurais e onde estão as áreas que precisam ser preservadas.


Mudanças do antigo código para o novo

1. Com os rios de até 10 metros de largura as áreas com proteção permanente caiu de 30 metros de largura de cada lado para 15 metros de largura.
2. Era permitido a plantação de áreas frutíferas nos pastoreiros de gado nas regiões dos APPs (Áreas de Preservação Permanente).
3. Era permitido somar as áreas de APP com as áreas de reserva legal
4. Dispensa de reflorestamento de APPs até 4 UFs
5. Houve também ampliação dos mecanismos de incentivos econômicos aos produtores rurais.







quinta-feira, 23 de abril de 2015

Potencial de pesquisas na Floresta Amazônica

Uma das áreas de atuação da engenharia florestal, é na área de pesquisa, buscando por exemplo, o melhoramento genético de espécies florestais. Quanto a pesquisa, podemos afirmar que grande parte das espécies florestais dos diversos biomas brasileiros já foram estudadas e documentadas, o que causa uma limitação acerca de novas descobertas.



E é neste sentido que a Floresta Amazônica entra em cena, demonstrando um potencial inestimável, pois conta com uma enorme biodiversidade, sendo que possui variedades de vegetação não estudadas e muitas ainda não documentadas - grande parte desconhecida no meio científico.

O fato é que cientistas do mundo todo reconhecem este potencial e inclusive muitas patentes estrangeiras foram registradas. Sendo assim, é necessário que as universidades e instituições incentivem a pesquisa, e valorizem o potencial que existe no Bioma Amazônia.

Manejo Florestal

Existe um amplo setor madeireiro na Amazônia que contribui fortemente para a economia regional e nacional, mas isso enfrenta sérios problemas quanto à qualidade de atividades no ramo florestal, ocasionando a destruição em massa da floresta. E para resolver este serio problema foi criado o “manejo florestal” que visa praticar de forma sustentável o uso da exploração da madeira para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais; aplicando atividades planejadas a fim de assegurar a manutenção da floresta e respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não-madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços florestais.

Manejo Florestal localizado no estado do Pará

As principais razões para manejar a floresta são:


Continuidade da produção: o manejo garante a produção de madeira em uma área de floresta por tempo indeterminado;

Rentabilidade: o manejo gera benefícios econômicos que superam os custos, principalmente em função do aumento da produtividade do trabalho e redução de desperdícios;

Segurança de trabalho: os riscos de acidente de trabalho são reduzidos a partir do momento que são atendidos os pressupostos do uso sustentável de um maciço florestal, quando comparado à exploração tradicional da floresta;

Respeito à lei: como o manejo florestal é obrigatório por lei, a sua não execução expõe as empresas a diversas penalidades;
Oportunidades de mercado: a exigência de certificação da madeira para atingir o mercado internacional de forma efetiva, faz com que as empresas que praticam manejo florestal tenham maior facilidade de acesso aos mercados, especialmente o europeu e o norte-americano;

Conservação florestal: a cobertura florestal é garantida através do manejo, mantendo a diversidade vegetal original e reduzindo impactos ambientais sobre a fauna quando comparado a exploração tradicional;


Serviços ambientais: florestas manejadas contribuem para o equilíbrio do clima regional e global, principalmente pela manutenção do ciclo hidrológico e pela retenção de carbono.

Manejo florestal comunitário é debatido em Porto de Moz

 Como funciona o manejo florestal


De forma geral a operacionalização do manejo florestal, correspondendo à execução do plano de manejo, tem sido abordada em três grandes fases descritas a seguir:

Fase pré-exploratória: varias ações precedem o manejo de uma área florestal desde a aprovação do plano ao planejamento do mesmo à projeção e demarcação da infra-estrutura. A implantação da infra-estrutura (vias de acesso, armazenamento e de escoamento da produção) busca reduzir custos operacionais e aumentar a segurança no tráfego de veículos além de melhorar a produtividade das máquinas no arraste e diminuir danos à floresta. Devem ser construídas de forma permanente possibilitando o uso em diferentes etapas da exploração.

Fase exploratória: a colheita da madeira representa a fase mais importante do ponto de vista econômico para as atividades florestais. Devido à participação no custo final do produto e aos riscos envolvidos. A exploração florestal quando realizada de forma intensa e seletiva, sem planejamento na região Amazônica, transforma florestas com elevado estoque de madeira e valor comercial em áreas degradadas difíceis de serem recuperadas. O planejamento e a execução da colheita, seguindo critérios técnicos, reduzem o impacto ambiental nos meios físico, biótico e antrópico além de proporcionar a redução dos custos totais da madeira.

Fase pós-exploratória: consiste na manutenção das áreas de manejo através do o acompanhamento e avaliação do comportamento da floresta. Esta etapa tem por objetivo a identificação da necessidade de intervenção através de tratamentos silviculturais. Favorecendo árvores remanescentes e indivíduos de maior interesse econômico na floresta, o acompanhamento do crescimento da floresta e a definição do momento ideal para uma nova exploração (ciclo de corte).

Funcionários analisando uma árvore para corte e manejo

Aplicação do manejo


A aplicabilidade de um plano de manejo está relacionada diretamente ao conhecimento da composição florística, da estrutura fitossociológica e das distribuições espaciais das espécies. É fundamental integrar esses conhecimentos para manejar a floresta para uma estrutura balanceada que possibilite harmonizar os conceitos de fitossociologia, produção sustentável de madeira e as regras impostas pela legislação florestal e ambiental.

Plantação no Paraná, um exemplo de manejo florestal

De forma geral as Unidades de Manejo Florestal, tecnicamente manejadas, vem adotando ações a partir da investigação ecológica e silvicultural como a extração de baixo impacto, parcelas permanentes, modelo de crescimento, ciclo de corte com base no alto crescimento nos corte de cipós. Assim o plano de manejo florestal transforma-se gradualmente numa ferramenta de manejo em substituição a um simples requisito oficial. Comunidades, indústrias e governos têm apresentado interesse crescente na promoção de sistemas florestais que incluam, além da exploração madeireira, produtos e benefícios derivados das florestas de forma a conservar os ecossistemas.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Reflorestamento

Reflorestamento é a ação que repovoa áreas degradadas, que foram  destruídas pelas forças da natureza e também pela ação humana com queimadas, exploração de madeiradas, expansão de terra para o plantio de café, soja e a para a criação de gado por exemplo.
área degradada

No processo de reflorestamento (também conhecido como arborização) são criadas pequenas florestas, umas das principais espécies usadas nesse processo é o eucalipto e madeiras para a extração de celulose. Há também o reflorestamento voltado para a criação de unidade de conservação, que não tem necessariamente um fim lucrativo. O reflorestamento é usado também em encosta com o objetivo de impedir deslizamento de terra.
muda de eucalipto usada em plantações florestais

O objetivo é reconstruir a mata deixando-a o mais parecido possível com seu estado natural, a fim de melhorar a qualidade do ar, preservar o solo e os lençóis freáticos, visando preservar e manter a variedade de espécies de plantas e animais que delas dependem.

As florestas são umas das principais fontes de vidas que existe, preservar as florestas é essencial para o meio ambiente e para uma melhor qualidade de vida.

O quê faz um engenheiro florestal?

O quê faz um engenheiro florestal? Muitos não sabem a resposta para essa pergunta. Mas a engenharia florestal é uma área bastante ampla.
O engenheiro florestal pode trabalhar na implantação e na condução de plantios florestais que serve para o abastecimento da indústria siderúrgica através da produção de carvão vegetal e também pode atuar na produção de madeira para fabricação de papel e celulose.




Ele também pode trabalhar para o serviço público, na secretária do meio ambiente, pode atuar nas áreas de formulação de políticas, coordenação e supervisão de projetos de desenvolvimento sustentáveis, também é solicitado na área de fiscalização.


Áreas da engenheira florestal:
Produção florestal: (é a atividade de transformação de matéria-prima em bens de consumo)
Manejo florestal: (gerenciamento da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais respeitando o ecossistema)
Produção tecnológica: (industrialização da madeira)
Economia florestal: (controla a administração dos negócios florestais).


Unir produção e sustentabilidade, avaliar, aproveitar e resguardar o potencial de ecossistemas florestais esse é o trabalho do engenheiro florestal.